quinta-feira, 26 de março de 2015

Ela pediu com delicadeza para que não soltasse a sua mão.
E na mesma fala prometeu de pés juntos que se a soltasse, mesmo sem o toque da pele, sem calor das mãos ou sem os nós dos dedos; ainda assim permaneceria ali, em tudo... bem viva.
-Não me solte! 
(Gritou ela no meio da multidão).

Resolveu então naquele coração estar em tudo e em todos.
Decidiu ser as luzes na roda-gigante, e os pisca-piscas do carrossel; até encarou a fila do algodão doce feito vento só para ver de perto seus dedos com um pouco de nuvens cor de rosa.
Decidiu ser sorriso estampado na criança, e ser a cor do por-do-sol; decidiu ser maré alta e ar do balão. Decidiu ser a fruta boa, o sol que invade a janela, a tinta da aquarela e o som da sua melodia tocada. Ser a frase mais linda do seu livro, a cifra mais bem tocada, a coca-cola bem gelada e o telefonema mais demorado.
Decidiu... e foi.
Foi ser insolúvel.
Que não pode ser separado; que não se consegue desatar.
Sem uma forma definida irá te seguir pelo parque da vida, até o mundo acabar.

-Mayy (09.12.2014)

Nenhum comentário:

Arquivo do blog