quarta-feira, 19 de março de 2014

Que droga, não posso te ver!

  • Era ele meio displicente quando o assunto era não poder ver o universo carregado em seus olhos
    ela dizia que ele parecia ter a paciência de um catador de latinhas
    mal ela sabia que o prazer dele estava em recolher toda a bagunça feita pelos seus conflitos 
    te passos curtos ela o ponderava, de passos longos ele o fazia acreditar
    que o ar estava la, sinta...bastava ela puxar, e sentia!!!!
    O reflexo de suas palavras batiam nela feito espelho de penteadeira de uma mulher vaidosa
    refletia nele mesmo a beleza de dias confusos e sem títulos, as vezes de frio na barriga
    mas tão encantador quando um por do sol depois de pedaladas de bicicleta no parque.
    Ela gostava de falar sobre o quanto precisava dar corte ao seu cabelo e de como as cores eram perfeitas, na sua sobriedade ele ouvia e a amava
    na sua embriaguez ele a amava e dizia estar com saudade de lhe ver.
    Ela ponderada, usava a força do vento como desculpa para aquietar sua saudade, esperta!
    Sólida e poética, curvas de delineador e brilho na boca, uma voz levemente rouca
    seus olhos brilhantes e grandes assemelhados por ele a uma caverna com uma luz densa lá no fundo
    buscava ele levar ela sempre para um outro mundo.
    Um mundo de possibilidades errôneas e assertivas com uma sombra feita pela sinceridade 
    composto ele de verdade quando era ela em questão
    e pra ela fazia questão de não colocar em questão os erros do mundo, apenas queria com ela nadar em um lago profundo.
    Parecia ele o inventor da palavra desculpa quando sentia vontade de a vê-la.
  • (By: Uma Parte que não tinha)

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