quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O Clown na sociedade
De alguma forma, essas manifestações (os clowns) estão em contato conosco no cotidiano: pessoas engraçadas que encontramos na rua, no ônibus, no aeroporto, na família, no meio de amigos ou nos meios artísticos. Esse contato basta para identificar os “clowns na vida”, como disse Fellini. Mas esse clown se torna, com o passar do tempo, uma técnica que vem sendo desenvolvidadentro dos espaços artísticos do teatro e do circo. Na rua, nas praças, na escola, nos hospitais, o clown se torna um habitante necessário ao meio. Quanto mais o envoltório social é tencionado, tanto mais os clowns aparecem no mundo. Clown é a pessoa que fracassa (LECOQ, 1999:146), que bagunça sua vez, e, fazendo isso, dá à audiência o senso de superioridade. Através de seu fracasso, ele revela sua profunda natureza humana, que nos comove e nos faz rir, é um perdedor feliz (CASTRO). O clown é a poesia em ação (MILLER, 1989). O clown é um ser à parte na sociedade, pois sua lógica difere de convenções sociais preestabelecidas. A sua visão de mundo é diferenciada e entende tudo concretamente ao “pé da letra”; é praticamente um outro ser vivendo na mesma sociedade, mas com outra lógica de raciocínio, caracterizado por uma considerável ingenuidade. Fellini (1989) disse:“O clown representa uma situação de desnível, de inadequação do homem frente à vida. Através dele exorcizamos a nossa impotência, as nossas contradições e principalmente a luta ridícula e desproporcional contra os fantasmas de nosso egoísmo, de nossa vaidade e da nossa ilusão”.
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