sexta-feira, 27 de março de 2015

Ela era dona de si, de sua sina da sua cintura e sintonia. 
Dançava sobre o chão de madeira com as roupas largadas do dia anterior. Afundava nos travesseiros do seu sofá verde água e deitava com os sapatos cheios de barro e mergulhava sobre sonhos noturnos.
Não interessava se o tapete estava no lugar ou se tinha copo limpo, simplesmente gostava de estar ali, à vontade, livre e bagunçada.
Trocava a noite pelo dia, fazia bolo de caixinha e suco artificial de uva.
Tinha amigos mais loucos do que ela, se perdia nas ruas e passarelas e tinha cheiro de Boticário.
Ela era dona de si, resolvida e tinha cortinas da cor do sol.

-Mayy (29.01.2015)

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