quinta-feira, 26 de março de 2015

Assoprou seu hálito junto a música que cantava sobre a grama fresca. 
Se atentou para a árvore e viu pássaros, entre galhos, um beija flor. Encantado com sua cor fixou os olhos atentos sobre ela, a pequena ave frágil, e naquele momento quis ser galho, folha, flor.
Então o que cantava com o hálito quente, não podendo ser flor para a ave, decidiu levar a lembrança daquele momento na sua pele, e na sua alma, num lugar onde ninguém pudesse apagar o cheiro, o sabor e a visão e a cor daquele momento, nem mesmo o tempo.
E até hoje se pergunta se foi um sonho.

-Mayy (07.01.2015)

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