Acordei, e já era tarde.
Havia se passado muito tempo.
Fazia cinza lá fora, por trás da cortina, que era quase transparente, podia ver as nuvens passeando.
Subitamente levantei-me.
Lavei o rosto pra limpar todo empirismo impregnado e suspirei lentamente.
Olhei pra mim mesma em frente ao espelho esquecido há muito tempo e me vi em paz.
Não tinha música alta, nem flores no vaso, nem mensagem na caixa postal.
Não era apenas necessário lavar o rosto, mas banhar a alma também, e o fiz.
Coloquei um vestido leve, para que as barras não se sentissem cansadas demais com o tempo de viajem.
Tecido fino, colorido e quente, pois os dias nas estradas iriam ser de sol.
Na mala apenas uma certeza.
Não queria levar muita coisa, já tinha se passado muito tempo pra levar muita bagagem, e decidi ir descalça.
Penteei meus cabelos longos e arrumei minha franja mal cortada.
Plantei algumas sementes no jardim antes de sair, tirei as toalhas do varal e troquei o lixo.
Fechei a porta com cadeado e enterrei a chave por ali.
Na garagem estava a me esperar o velho carro, meu companheiro de longas jornadas. Sentei-me e coloquei o sinto, afinal todo cuidado era pouco e enfim sorri.
Ali começara um novo roteiro, com novas músicas, ligava o rádio e ouvia o que o mundo tinha a dizer. Fala sozinha, as vezes com os pássaros, não tinha perdido o velho hábito de desejar bom dia para as flores e suas donas na calçada.
Possuía lembranças antigas, mas caminhava rumo de histórias novas.
-May (24.03.2015)
Havia se passado muito tempo.
Fazia cinza lá fora, por trás da cortina, que era quase transparente, podia ver as nuvens passeando.
Subitamente levantei-me.
Lavei o rosto pra limpar todo empirismo impregnado e suspirei lentamente.
Olhei pra mim mesma em frente ao espelho esquecido há muito tempo e me vi em paz.
Não tinha música alta, nem flores no vaso, nem mensagem na caixa postal.
Não era apenas necessário lavar o rosto, mas banhar a alma também, e o fiz.
Coloquei um vestido leve, para que as barras não se sentissem cansadas demais com o tempo de viajem.
Tecido fino, colorido e quente, pois os dias nas estradas iriam ser de sol.
Na mala apenas uma certeza.
Não queria levar muita coisa, já tinha se passado muito tempo pra levar muita bagagem, e decidi ir descalça.
Penteei meus cabelos longos e arrumei minha franja mal cortada.
Plantei algumas sementes no jardim antes de sair, tirei as toalhas do varal e troquei o lixo.
Fechei a porta com cadeado e enterrei a chave por ali.
Na garagem estava a me esperar o velho carro, meu companheiro de longas jornadas. Sentei-me e coloquei o sinto, afinal todo cuidado era pouco e enfim sorri.
Ali começara um novo roteiro, com novas músicas, ligava o rádio e ouvia o que o mundo tinha a dizer. Fala sozinha, as vezes com os pássaros, não tinha perdido o velho hábito de desejar bom dia para as flores e suas donas na calçada.
Possuía lembranças antigas, mas caminhava rumo de histórias novas.
-May (24.03.2015)

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