quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ele andava de mãos dadas com a solidão.
Em seu caminho não havia flores, muito menos cores nas ruas em que passava.
Vivia entre folhas no chão e a neblina. Gostava de falar para o vento sobre sua falta de fé, e se orgulhava de não ser dependente de alguém. 
Mas era vazio.
Pobre homem, dormia de conchinha com a tal solidão envolvido pela música do silencio que ecoava em seu quarto, e no colchão gelado inconscientemente gritava por socorro em sua alma, pois nem em Deus acreditava.
Com sua independência colocava as meias pela manhã depois de uma noite mal dormida, e fazia seu próprio café amargo, e como sempre, comia pão murcho e nunca abria as janelas.
Não devia satisfação pra mulher, filho ou vizinho, e carregado de uma falsa liberdade deixava cada dia passar sem muita importancia, sem esperança, e sem amor.
Ele era vazio.
Vazio ele era.

-Mayy 28 de Outubro, 2014.

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