Os olhos mentem o tempo todo para gente.
Mentem sobre a cor da alma, sobre a textura da liberdade e sobre a aparência da esperança.
Não nos deixam acreditar no imaginário, na coleção de histórias que toda criança carrega nos braços e nos abraços.
Não nos permitem voar, e ficamos aqui, estagnados em nossos ninhos de palhas, sobre tetos de árvores ou nos buracos das paredes.
Os olhos mentem a dor do peito, do leito e do coração.
Mentem sobre o medo que nos assombram, sobre as saudades e sua cesta de lágrimas, sobre a vaidade que deixamos nascer e crescer e também sobre a verdade que antes mesmo de brotar, arrancamos pela raiz.
Olhos, que não conseguem nos mostrar além da casca, da casa, do abrigo, da habitação.
Perdemos horas, semanas, meses, anos e até uma vida inteira, para então percebermos que somos enganados o tempo todo por uma visão limitada dos nossos globos oculares.
Não nos deixam enxergar além de um corpo mortal.
E assim, não dá para acreditar que a nossa fome é a mesma, que somos mais parecidos do que pensamos, que sofremos pelas mesmas coisas, que pedimos por atenção e libertação em tudo o que fazemos e falamos.
Se os olhos nos limitam a visualizar coisas, se mentem para a gente o tempo todo... Nos resta apenas uma coisa: FECHAR OS OLHOS para enxergar.
Os olhos metem.
Os olhos matam.
Mentem sobre a cor da alma, sobre a textura da liberdade e sobre a aparência da esperança.
Não nos deixam acreditar no imaginário, na coleção de histórias que toda criança carrega nos braços e nos abraços.
Não nos permitem voar, e ficamos aqui, estagnados em nossos ninhos de palhas, sobre tetos de árvores ou nos buracos das paredes.
Os olhos mentem a dor do peito, do leito e do coração.
Mentem sobre o medo que nos assombram, sobre as saudades e sua cesta de lágrimas, sobre a vaidade que deixamos nascer e crescer e também sobre a verdade que antes mesmo de brotar, arrancamos pela raiz.
Olhos, que não conseguem nos mostrar além da casca, da casa, do abrigo, da habitação.
Perdemos horas, semanas, meses, anos e até uma vida inteira, para então percebermos que somos enganados o tempo todo por uma visão limitada dos nossos globos oculares.
Não nos deixam enxergar além de um corpo mortal.
E assim, não dá para acreditar que a nossa fome é a mesma, que somos mais parecidos do que pensamos, que sofremos pelas mesmas coisas, que pedimos por atenção e libertação em tudo o que fazemos e falamos.
Se os olhos nos limitam a visualizar coisas, se mentem para a gente o tempo todo... Nos resta apenas uma coisa: FECHAR OS OLHOS para enxergar.
Os olhos metem.
Os olhos matam.

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