Ele gosta de dias molhados.
Das gotas nas folhas e poças d´água nas calçadas.
E nesses dias chuvosos prepara um café bem forte, respira bem fundo o aroma e admira os desenhos que a fumaça faz ao sair da sua caneca favorita de super-herói.
Ele gosta de desenhos animados e tem um caso de amor com seu sofá azul.
O caso de amor é porque o velho sofá é a única coisa que o abraça inteiramente sem pedir nada em troca, e finge que ele não tem uma coleção de defeitos em ordem alfabética. Eles se amam, eles se enganam.
Também sente prazer em ver as gotinhas passearem pela janela, observa as árvores dançarem desgovernadas pelas ruas solitárias, observa isso pela sua enorme janela sem cortina, e ao lado do vidro choroso pensa consigo mesmo: quanta felicidade delas... (pobre de alegria eu sou).
Aprecia os livro de literatura infantis, e faz desses momentos de leitura quase como se fosse um ritual para se esconder do mundo lá fora.
Tem medo de ser aceito, de faltar certeza nas falas e de não ter sorte.
Um medo que ao contrário de seu super-herói da caneca, nunca foi enfrentado... contudo as histórias infantis o fazia sentir compreendido... são tantas as aventuras que vive com seus personagens secretos de cabeceira.
Ama a sensação de andar com meias no chã de madeira, é sua maior liberdade, e ama do barulho que a chuva faz quando cai no telhado, e esse som é a sua única companheira aos finais de semana quando ele não está lendo.
Das gotas nas folhas e poças d´água nas calçadas.
E nesses dias chuvosos prepara um café bem forte, respira bem fundo o aroma e admira os desenhos que a fumaça faz ao sair da sua caneca favorita de super-herói.
Ele gosta de desenhos animados e tem um caso de amor com seu sofá azul.
O caso de amor é porque o velho sofá é a única coisa que o abraça inteiramente sem pedir nada em troca, e finge que ele não tem uma coleção de defeitos em ordem alfabética. Eles se amam, eles se enganam.
Também sente prazer em ver as gotinhas passearem pela janela, observa as árvores dançarem desgovernadas pelas ruas solitárias, observa isso pela sua enorme janela sem cortina, e ao lado do vidro choroso pensa consigo mesmo: quanta felicidade delas... (pobre de alegria eu sou).
Aprecia os livro de literatura infantis, e faz desses momentos de leitura quase como se fosse um ritual para se esconder do mundo lá fora.
Tem medo de ser aceito, de faltar certeza nas falas e de não ter sorte.
Um medo que ao contrário de seu super-herói da caneca, nunca foi enfrentado... contudo as histórias infantis o fazia sentir compreendido... são tantas as aventuras que vive com seus personagens secretos de cabeceira.
Ama a sensação de andar com meias no chã de madeira, é sua maior liberdade, e ama do barulho que a chuva faz quando cai no telhado, e esse som é a sua única companheira aos finais de semana quando ele não está lendo.
E quando acaba o café? Quando não resta fumaças na caneca para se distrair? Quando a falta da chuva traz silencio pela casa e os telados se negam a cantar?
E o que acontece quando todos os personagens dos livros vão dormir...?
Quando se apaga a luz... a solidão o engole até a morte o tomar do sofá.
E o que acontece quando todos os personagens dos livros vão dormir...?
Quando se apaga a luz... a solidão o engole até a morte o tomar do sofá.
Triste homem sem pai, mãe e sem vizinhos simpáticos.
Triste admirador apenas dos personagens dos livros, e não das pessoas e das flores ao seu lado. Triste ser, como uma chuva gelada num dia frio de segunda-feira.
Triste admirador apenas dos personagens dos livros, e não das pessoas e das flores ao seu lado. Triste ser, como uma chuva gelada num dia frio de segunda-feira.
-Mayy 02 de Outubro, 2014

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