Do quintal falo aos pássaros da minha vontade de ser criança novamente.
Falo da força que me falta nas pernas para pular corda e correr atrás da bola quando caia no quintal da vizinha.
Falo e assovio as canções de roda que minha mãe cantava antes de eu ir dormir, que fazia o coração acelerar no seu intenso cafuné.
Do quintal cantava sorrindo, dançava com as roupas no varal, sonhava em ser de uma tribo de índios desconhecida e eu fazia da brisa meu alento.
Imaginava como seria ser árvore.
Sonhava com os caramujos e enrolada na saia que minha avó costurou eu vivia voando por aí tocando com a ponta dos dedos as texturas das folhas.
Falo aos passarinhos, e eles me entendem.
-may 23 de Abril, 2014
Falo da força que me falta nas pernas para pular corda e correr atrás da bola quando caia no quintal da vizinha.
Falo e assovio as canções de roda que minha mãe cantava antes de eu ir dormir, que fazia o coração acelerar no seu intenso cafuné.
Do quintal cantava sorrindo, dançava com as roupas no varal, sonhava em ser de uma tribo de índios desconhecida e eu fazia da brisa meu alento.
Imaginava como seria ser árvore.
Sonhava com os caramujos e enrolada na saia que minha avó costurou eu vivia voando por aí tocando com a ponta dos dedos as texturas das folhas.
Falo aos passarinhos, e eles me entendem.
-may 23 de Abril, 2014

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