A chuva cai da janela do meu quarto, e me lembro de quando eu caí nos seus braços, de quando minha cabeça caiu nos teus ombros e quando eu cai na subjetividade do seu olhar.Ali, bem ali... com aquele céu laranja, com as folhas dançantes por causa do vento ligeiro acima das nossas cabeças e com as vias desertas, bem ali eu cai.
Caí na entrega do teu toque, tentei fugir me esquivando precisamente de cada golpe, mas não consegui.
Caí no desespero, no desejo de te encontrar, mesmo ali na minha frente eu não desistia de te procurar... e procurando você acabei me encontrando.
Aflorei a flor que dormia, despertando de um sono pesado, de um sistema bem empregado em um ser que mal viveu a vida.
Cai na imensidão do seu céu alaranjado, e me perdi pelo caminho alguns segundos até me encontrar com sua mão na minha.
Me faltava folego, me faltava ar.
Me reinventei como podia, mesmo caída em você eu achei o que mais queria.
Cantei para mim mesma a canção da beleza e sorrindo fui em paz.
Agora a chuva já parou... deixou de cair, deixou de molhar.
Mayy Booh - 07 de Abril, 2014 - 01:17
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