sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Em Cima do Monte

Costumava passar a mão na cabeça das pessoas, principalmente dos fracos e oprimidos.
Mas aprendi que quanto mais eu faço isso, mas os deixo fracos pobres e coitados.
Eles não poderão olhar a vida de cima do monte se alguém não os levantar e mostrar como se deve subir.
Eu já tardei a vida de muitos, deixando eles pelo caminho com suas dores e máscaras... E eu nem desconfiava que essa era uma máscara minha!
Dói, mas retirei a máscara, e por mais que ela insista em voltar com os seus sofismas e ideologias, agora eu sei que não vale apena. O que quero é permanecer em cima do monte e levar outros pra lá também. Ao contrário do que passar a mão na cabeça, é usar as mãos para ergue-los e atrai-los ao abraço, o braço do dono do monte...
(Mayy)

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